5 APLICAÇÕES DE BIG DATA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA MEDICINA

Por Gabriel Dias, PhD em Internet das Coisas (IoT) e Cientista de Dados Semantix.

Com o avanço da tecnologia e o desenvolvimento de técnicas robustas de análise de dados, aprendizado de máquinas e inteligência artificial, especialistas da área de saúde começam a vislumbrar um futuro em que os sistemas computacionais darão suporte para escolhas mais assertivas em suas rotinas. Não obstante, o Big Data também deve revolucionar decisões administrativas, como investimentos, redução de custos e otimização de operações em centros médicos e hospitais.

Confira cinco possibilidades de aplicações dessas inovações que já vêm impactando a área de saúde nos últimos meses:

1. Evidência científica

A medicina é complexa e envolve entidades com diferentes interesses, como os corpos clínicos, hospitais e a indústria farmacêutica. No entanto, por cuidar de vidas, tem a obrigação de melhorar a qualidade dos seus resultados e a eficiência dos métodos de trabalho. O Big Data e as ferramentas de analytics facilitam o processo de documentação e acesso às evidências científicas, o que auxilia a obtenção de diagnósticos e a adoção de tratamentos.

2. Previsão de eventos relacionados à saúde dos pacientes

Com a automatização de processos, os hospitais têm adotado sistemas mais modernos de registros de prontuários eletrônicos. Esse documento conta com elementos completos sobre pacientes, como informações pessoais, prescrição de medicamentos e exames, diagnósticos e prognósticos. Algoritmos de análise de dados automatizam a previsão de eventos relacionados à saúde da pessoa, como risco de morte, chances de sucesso de um tratamento e a possível readmissão em um centro médico.

3. Antecipação de eventos hospitalares

Previsões são parte fundamental do aprendizado de máquinas. A análise de dados administrativos pode embasar a tomada de decisões, como a escolha de uma localização para a abertura de uma nova estrutura, a melhoria do processo de triagem e admissão, a distribuição de funcionários e alocação de leitos. Tudo isso, sem comprometer a operação.

4. Internet das Coisas

Ainda que a maioria dos hospitais não possua prontuários eletrônicos, todos contam com máquinas e aparelhos utilizados na realização de exames, cirurgias e outros procedimentos. A Internet das Coisas facilita o trabalho de extração e análise dessas informações que são interpretadas por algoritmos de aprendizado de máquinas. Esses dados podem ser utilizados, por exemplo, para criar um plano de manutenção preditiva dos equipamentos, o que reduz custos com mão de obra e, principalmente, evita o comprometimento das operações emergenciais de um centro médico, como cirurgias e exames clínicos.

5. Compartilhamento de conhecimento

Diariamente, dezenas de artigos científicos são publicados em periódicos e revistas renomados mundialmente. Esses textos descrevem métodos testados em pacientes de diferentes lugares do planeta, assim como medicações e outros tratamentos aplicados. Na prática, o desenvolvimento de trabalhos científicos baseados em evidências requer uma extensa análise de dados feita ao longo dos anos e necessita um alto rigor na documentação da descrição da metodologia adotada e resultados obtidos.
Como a capacidade humana nos limita a uma proporção muito pequena dessas novas descobertas, um sistema de aprendizado baseado em dados pode revolucionar o futuro da medicina, uma vez que facilita o acesso a novas descobertas e o processo evolutivo da ciência, evitando o retrabalho na descoberta de conhecimentos já adquiridos por grupos de pesquisas baseados em outros países.

Sobre Iúri Moreira 338 Artigos
Jornalista, músico, fotógrafo, marido de Isabela, pai de Arthur, fã dos Beatles e do Iron Maiden. Geek e cinéfilo, também é viciado em seriados e games. Nas horas vagas, pode ser encontrado gravando no homestudio, mexendo na moto, cozinhando ou desmontando algum equipamento eletrônico.