Dia do Rock: líderes se dividem entre a música e mundo dos negócios

Rock

Quem disse que o rock não tem nada a ver com o mundo dos negócios? Reconhecido mundialmente como vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson tem um lado empreendedor e criativo que inspira plateias mundo afora. Recentemente, abriu o VTEX diante de cerca de 7 mil pessoas no SP Expo, em São Paulo. Vocalista, piloto, empresário, investidor, escritor, esgrimista e cervejeiro, as muitas faces de Dickinson foram relatadas por ele de forma descontraída e inspiradora para quem deseja iniciar um negócio.

“Em uma empresa, precisamos ter fãs e não clientes. Eu odeio clientes porque eles vão embora. E ninguém quer que seus consumidores comprem em outro lugar. É preciso torná-los fãs para que sejam leais a você. Para isso, é preciso relacionamento”, diz.

Bruce Dickinson: “Criatividade é o caminho para quem quer empreender”

Para o guitarrista e vocalista da Vamoz!, guitarrista da Raybans, ex-Decomposed God e diretor comercial da Fusion S/A Marcelo Gomes, a música está no centro de tudo. “A música me ajuda a me concentrar nas coisas que realmente são importantes. Trabalhar ouvindo música, me divertir com música, compartilhar a música com os amigos e a família, tudo isso me faz ter foco no que importa”, revela.

Marcelo Gomes
Marcelo Gomes, da Fusion

De startup acelerada pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR) para sociedade anônima, a empresa pernambucana desenvolveu o Fusion DMS, solução que apresenta diversas soluções para reduzir os custos nas frotas de caminhões de todo o País. Entre as funcionalidades, o aplicativo reduz o uso de combustíveis, geomonitora os motoristas responsáveis pelas cargas e otimiza a rota e logística de transportes para as empresas. Hospedado na nuvem, o Fusion DMS ainda oferece módulos integrados como o roteirizador, que realiza o planejamento das entregas e suas variáveis para gestores e motoristas.

Software pernambucano, Fusion DMS reduz gasto com combustíveis

Festa – Quando sua empresa bateu a meta de final do ano, Rodrigo Ricco não teve dúvidas: chamou sua banda de rock e deu uma grande festa com show para os colaboradores. Fundador da Octadesk, startup de tecnologia focada em soluções para atendimento ao cliente, o empreendedor se divide entre duas paixões: os negócios e a música.

Banda Drop-D

Aos 41 anos, casado, pai de três filhos, Ricco é baterista da Drop-d, banda de rock de origem pesada, que ganhou pegada mais soft nos últimos anos. Todos os integrantes têm cargos consolidados no mercado e se encontram toda semana para ensaiar, se apresentando a cada dois meses em bares.”É o nosso futebol de final de semana”, diz Ricco.

Para o empreendedor, rock e o mundo empresarial têm muito em comum. “A música te ensina que, se cada um na banda fizer o que bem entender, o resultado é sempre ruim. O mesmo acontece em uma empresa, é preciso sintonia entre o time para que um negócio funcione. Também de nada adianta esse alinhamento se os músicos não tiverem praticado ou se os colaboradores não estiverem qualificados e juntos por um mesmo objetivo”, explica.

Eduardo Matos, 30 anos, líder de tecnologia do Getninjas, plataforma de contratação de serviços, é outro que se beneficia da relação com a música. Fã de teclado desde os nove anos de idade, ele já foi integrante de uma banda de rock dos 15 aos 22 anos, mas hoje faz da música uma atividade de relaxamento. “O lance de tocar traz uma calma e uma paciência para ouvir e sentir mais a música. É algo muito bom para fugir um pouco desse mundo de estatística e cálculos”, comentou.

Para ele a música também é importante para melhoria da produtividade. “Já aconteceu de eu estar travado com algum problema técnico, vou tocar um pouco e ao voltar tudo fica mais fácil”, comentou.

Alternativa – O CEO e fundador da Singu, aplicativo de serviços de beleza e bem-estar, Tallis Gomes também atribui à música seu caminho no empreendedorismo. Aos 14 anos, sem dinheiro para comprar uma bateria para sua banda em uma época que celulares não eram algo comum, Tallis criou seu primeiro negócio. Ele imprimia as ofertas de aparelhos telefônicos dos sites de vendas, alterava os preços para ter uma margem de lucro e divulgar o “catálogo” por sua cidade natal, Carangola. Desta maneira, o jovem empreendedor conseguiu o dinheiro necessário para manter sua banda, a Tráfico do Rock.

O conjunto da época não vingou mas os negócios sim. Hoje o CEO ainda faz parte de uma banda, na qual é vocalista e guitarrista. “O rock’n’roll salvou a minha vida. Ele me fez empreender”, brinca Tallis.

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Jornalista, músico, fotógrafo, marido de Isabela, pai de Arthur, fã dos Beatles e do Iron Maiden. Geek e cinéfilo, também é viciado em seriados e games. Nas horas vagas, pode ser encontrado gravando no homestudio, mexendo na moto, cozinhando ou desmontando algum equipamento eletrônico.

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