REVIEW: Alloy Origins Core, teclado com switches mecânicos da HyperX

Alloy Origins Core

A HyperX lançou em fevereiro, no mercado brasileiro, o seu novo teclado mecânico Alloy Origins Core, o segundo periférico da marca com switches mecânicos HyperX RED, de fabricação própria. O gadget voltado para gamers está à venda pelo preço sugerido de R$599,90, com garantia de menor tempo de resposta entre o clique do usuário e a ativação do comando na tela do computador e de durabilidade, já que as teclas têm vida útil de até 80 milhões de toques, de acordo com o fabricante.

O teclado foi anunciado na Brasil Game Show 2019 e conta com seus próprios switches. O modelo, por tratar-se da versão “Core”, não possui o numpad, aquela parte do teclado com os números, do lado direito. Compatível com Xbox One e PS4, percebe-se de cara, na pegada, que trata-se de um produto diferenciado, graças à estrutura metálica da carcaça, que transmite uma sensação de segurança que eu, pessoalmente, nunca havia sentido em um teclado de computador. Não recomendo utilizar o Alloy Origins Core para bater em alguém, pois o risco de machucar seriamente é grande!

Na parte inferior, um pequeno detalhe a ser destacado são os pés dobráveis ​​de dois estágios. Isso permite que você defina um ângulo de digitação mais preciso e confortável. O Alloy Origins Core vem ainda com um cabo trançado removível USB tipo C de 1,8m e excelente qualidade. Apesar de ser algo que dificilmente pode dar problema algum dia, o fato de ser removível é uma segurança a mais, pois basta usar o cabo do celular.

Chama a atenção a luminosidade perfeita do teclado. O Alloy Origins Core possui LEDs expostos para uma iluminação RGB ainda mais brilhante, e conta com cinco níveis de intensidade de luz para jogos tanto em ambientes claros quanto escuros. Para controlar o esquema de iluminação e outras opções do gadget, é necessário instalar o software HyperX NGenuity, ainda em versão beta. Por isso mesmo, ainda está pouco intuitivo e algumas funções não atuam como deveriam, ou simplesmente não funcionam. Mas isso é algo que deve ser corrigido com o tempo.

O teclado também conta com recursos que evitam acionamentos de comandos indesejados durante a partida. É o caso da função Game Mode, em que é possível habilitar e desabilitar algumas teclas de sua preferência. Além disso, as tecnologias anti-ghosting e N-key rollover reconhecem o uso simultâneo de múltiplas teclas e impedem a ativação de cliques acidentais. Também é possível programar combinações de teclas para combos, por exemplo.

De acordo com o fabricante, o Alloy Origins Core oferece diversas outras possibilidades, que vão da retroiluminação do periférico ao conforto. Os usuários podem, por exemplo, salvar até três perfis de efeitos luminosos RGB diretamente na memória interna do teclado, configurar macros, personalizar as teclas individualmente e ajustar inclinação do periférico em três níveis.

Na parte estrutural, a principal diferença entre o teclado mecânico e o de membrana é que o primeiro utiliza switches (interruptores) individuais para acionamento dos comandos. Ou seja, existe, embaixo de cada tecla, uma estrutura mecânica que, quando ativada, envia um sinal para o computador. Além de ser mais rápida, essa tecnologia proporciona maior conforto na hora de digitar, exige menos força do usuário e impede a ativação de teclas que não foram pressionadas, ao contrário do teclado convencional de membrana.

Veredito

Todo o teclado é programável e remapeável, algo dentro do esperado pelo preço. No entanto, poderia haver alguma opção pré-programada, que não necessitasse do software. A estrutura em alumínio é ótima, e os novos switches também são uma alegria para digitar. Ponto positivo também para o cabo USB tipo C. Do lado negativo, apenas o software HyperX NGenuity, em versão beta, mas que deve melhorar com o tempo.

Sobre Iúri Moreira 749 Artigos
Jornalista, músico, fotógrafo, pai de Arthur, fã dos Beatles e do Iron Maiden. Geek e cinéfilo, também é viciado em seriados e games. Nas horas vagas, pode ser encontrado gravando no homestudio, mexendo na moto, cozinhando ou desmontando algum equipamento eletrônico.

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